A França de Cartiê Bressão

Fotógrafo carioca, ele viajou o mundo todo antes de voltar a se instalar na Cidade Maravilhosa: Pedro Garcia de Moura logo ficou conhecido por seu apelido, “Cartiê Bressão”. Apaixonado pela vida carioca e sensível ao olhar artístico francês, Pedro capta os momentos do seu dia-a-dia com sua objetiva e os descreve com legendas num português afrancesado, cujas regras só ele conhece - e que faz o maior sucesso nas redes sociais.

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Quais são os seus laços com a França?

Como todo Carioca, alguma ligação natural com a França eu tenho, graças à Missão Francesa! Quando eu estava morando em Londres, eu adorava ir a Paris e para vários outros lugares na França. Foi assim que tudo começou. Os Cariocas tem um “não sei o que” de Francês, acho que vem lá da Missão Artística, como uma coisa incorporada ao comportamento. O Rio e Paris, uma bonita por natureza, a outra pela mão do homem. Somos dois povos acostumados a conviver com essa beleza absurda, deve ser por isso que damos prioridade ao belo em nosso cotidiano.

Um lugar imperdível na França?

Uma coisa sem logica, eu me lembro de um dia quando eu estava ao lado do Centre Pompidou, e tinha uns monges budistas cantando na praça. Mas eu adoro tudo na França, todas as cidades, não só Paris.

Qual a personalidade francesa que você prefere?

Godard.

Qual o pior defeito e a melhor qualidade dos Franceses?

Como eu morei em Londres, Buenos Aires, e São Paulo, eu me posiciono como uma pessoa que aceita as diferenças e os defeitos, em vez de lutar contra eles. Isso me faz lembrar uma historia engraçada: uma vez eu estava voltando de uma longa viagem internacional e cheguei ao aeroporto de Paris. Lá, o pessoal não foi muito gentil comigo, então eu fiquei aliviado e pensei “tudo certo, estamos na França, sem duvida!”. A mais bela qualidade seria a sensibilidade. Os Franceses são o povo mais sensível do mundo... tanto quanto os Cariocas.

Se você tivesse que resumir a França em um livro, uma música ou um filme, qual seria?

Seria o samba "Saravah", uma musica do Vinicius de Moraes. O povo da França soube entender a beleza da nossa musica.

O gosto da França (especialidades, pratos, sabores…) ?

A manteiga... salgada.

Como você descreveria a França, em três palavras ?

“Sensibilité, je-ne-sais-quoi, Savoir-vivre”.
(Sensibilidade, não-sei-o-quê, saber-viver).

No Rio, qual o seu cantinho francês preferido?

Pode ser a estatua do Cristo Redentor, criada por um francês.

Para você, o que simboliza o laço entre a França e o Brasil?

"We got it !" Tanto aqui no Rio quanto lá na França, a gente entende o sentido da vida. Sabemos viver com espiritualidade e filosofia, vivemos o momento presente e escolhemos as prioridades.

publié le 04/10/2016

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