A França de Patricia Kogut

Todo mês, uma personalidade carioca responde às nossas perguntas e nos conta o que a França representa para ela. Este mês, quem nos dá o seu testemunho é Patricia Kogut, colunista de TV do jornal O Globo.

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Quais são os seus laços com a França?

Aprendi a ler e escrever em francês, na escola francesa do Rio. Ela me formou e me abriu as portas da literatura francesa - que estudei depois bastante - e me deu amigos. Meus laços com a cultura francesa são antigos e profundos. Eu me sinto um pouco francesa também.

Um lugar imperdível na França?

Paris, pelo conjunto da obra.

Qual a sua palavra predileta em francês?

Adoro o som de "coquillage". A palavra me lembra o poema de Claude Roy para crianças "Si tu trouves sur la plage/un très joli coquillage/compose le numéro océan zéro zéro".

Qual a personalidade francesa que você prefere?

Sartre, Beauvoir, Baudelaire, Voltaire, e sou muito fã de um escritor de origem libanesa, mas francês, Amin Maalouf.

Qual o pior defeito e a melhor qualidade dos Franceses?

Tem o mau humor clássico, que clichê verdadeiro. Mas tem o espírito romântico, o amor pela leitura, pela culinária, o olhar de estetas.

Se você tivesse que resumir a França em um livro, uma música ou um filme, qual seria?

Vou resumir com um lugar. Estive num pequeno museu em Paris que, acho, só poderia existir na França: Musée des Lettres et Manuscrits. É a cara da França, dos seus valores, do que as pessoas apreciam.

O gosto da França (especialidades, pratos, sabores…) ?

Melhor croissant, melhor pão, melhores queijos e até melhor île flottante do mundo. Não tem pra ninguém.

Como você descreveria a França em três palavras?

Um país maravilhoso.

No Rio, qual o seu cantinho francês preferido?

Há restaurantes franceses bons, como o de Troisgros, e os pães de Guérin.

Para você, o que simboliza o laço entre a França e o Brasil?

A Aliança Francesa e os liceus franceses do Rio e de São Paulo expressam bem esse laço.

publié le 27/06/2016

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