A MAISON: presentação do novo espaço cultural do Consulado da França

A MAISON é o novo espaço cultural do Consulado da França no Rio. O espaço tem a BiblioMaison, o CaféMaison, o Terraço Perrier-Jouët, o CinéMaison e o Teatro Maison de France.

Apresentação

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"Uma contribuição da França ao projeto de revitalização do Centro do Rio de Janeiro"

É assim que o cônsul geral da França, Brice Roquefeuil, define o novo espaço cultural A Maison, que abre as portas ao público no dia 24 de fevereiro. Com a reforma, que durou mais de um ano, o espaço localizado no 11º andar da Casa Europa - sede do consulado – conta com uma biblioteca multimídia, e, em breve, com um café com produtos franceses, além de um bar Champagne da Perrier-Jouet na varanda.

No térreo, funcionam o Cinemaison e o Teatro Maison de France. “Queremos que ‘A Maison’ se torne um lugar imperdível da vida cultural do Rio. Nossa ambição é conquistar o nosso lugar no circuito cultural do centro histórico e contribuir para a revitalização deste bairro, com uma programação franco-brasileira intensa e muito variada,” explica o cônsul, acrescentando que, em breve, o VLT passará na porta do prédio, facilitando ainda mais o acesso.

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O Cônsul Geral da França, Brice Roquefeuil, apresenta A Maison , novo espaço cultural do Consulado da França no Rio.

Bibliomaison : uma biblioteca multimídia com acervo de 20 000 títulos

A Bibliomaison conta com mais de vinte mil exemplares de livros físicos e digitais (e-books), revistas, jornais, CDs e DVDs, além de recursos online através a plataforma Culturethèque, uma biblioteca digital em francês que conta mais de 80 000 documentos (livros, revistas, jornais, musicas, filmes...). A Bibliomaison contou também com uma doação especial da Biblioteca Nacional de livros de autores brasileiros traduzidos em francês.

Para a bibliotecária Valérie Lengronne, responsável pelo acervo, novos títulos foram adquiridos, inclusive em Português, com o intuito de democratizar o acesso à cultura da França. “Com a reforma atual, o objetivo é atrair não só universitários, mas também todos os interessados pela cultura francesa”, afirma Valérie, acrescentando que o acesso à biblioteca será simples, informatizado e gratuito.

O espaço abriga ainda o Campus France – serviço oficial de informações sobre os estudos superiores na França – com atendimento individualizado para estudantes que almejam fazer intercâmbio cultural na França.

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Horários de abertura da BiblioMaison

2a, 5a e 6a feiras: 11h- 18h
4a feira: 11h-19h
Um sábado a cada 15 dias, das 9h à 13h
3a feira: fechada ao público

Qualquer dúvida, não hesite em nos contatar no telefone 3974-6669 ou no e-mail: mediateca@maisondefrance.org.br

Serviços

A Biblioteca / Mediateca da Maison de France (livre acesso às estantes e salão de leitura estruturado para estudo individual) conta com um acervo de 30.000 documentos físicos, entre livros, assinaturas de periódicos (cerca de 80 títulos), DVDs, CDs e quadrinhos.

Assinamos também importantes bases de dados eletrônicas, como Cairn.info (periódicos acadêmicos da área de Ciências Humanas, tais como Annales, Dix-Septième Siècle, Actes de la recherche en sciences sociales, Critique, Le Débat, Revue de Métaphysique et de Morale…), disponível gratuitamente através de nossos terminais de computador ou pela nossa rede wifi. E também Europresse (revistas e jornais com Le Monde, Libération, Lire, L’Express), L’Harmathèque (eBooks da editora L’Harmattan) – neste caso, disponíveis pela plataforma Culturethèque. Maiores informações sobre as bases aqui.

Além disso, mantemos uma agenda cultural ativa, com programação variada (especialmente voltada para as áreas de Letras, Livro e Leitura, Ciências Humanas e Artes) durante todo o ano: lançamentos de livros, conferências, debates, exposições e seminários. Os eventos podem ser locais, no salão de leitura, no Teatro da Maison de France, ou externos.

A BiblioMaison faz parte de uma rede de mediatecas existente no interior dos estabelecimentos culturais franceses em 150 países. Essas mediatecas são o resultado da transformação de bibliotecas tradicionais em estabelecimentos orientados para a difusão da cultura francesa contemporânea, em todos os seus aspectos e formas documentais e suportes.
Localizadas em contextos culturais, sociais e econômicos diferentes e em situações contrastantes em relação à presença e força da francofonia em cada país, as bibliotecas francesas no estrangeiro se tornaram mediatecas e centros de informação sobre a França a partir de 1993. Todas elas compartilham algumas missões específicas, que estruturam seu desenvolvimento em torno de um projeto comum:

- Disponibilizar ao público coleções multimídia especializadas sobre a França, dando conta da diversidade cultural e da riqueza de criação contemporânea francesa.

- Promover uma imagem dinâmica da França atual, respondendo de maneira eficaz e profissional às demandas de pesquisas mais variadas sobre o país: vida social, econômica, cultural, turismo, culinária, etc.

- Reforçar a política de intercâmbio cultural e de debate de idéias levada a termo pelas nossas embaixadas, valorizando a produção editorial francesa que tem como tema a própria França e os países que acolhem nossa rede cultural no estrangeiro.

A história da Biblioteca

A Embaixada da França e a Aliança Francesa – a última presente no Rio de Janeiro desde 1885 – sempre enxergaram a formação de acervos bibliográficos e documentais como pilar fundamental de suas ações culturais. Seguindo esta filosofia, logo em sua inauguração no ano de 1956, a Maison de France recebeu dois grandes acervos: o do Serviço Cultural da Embaixada da França da época e a da Aliança Francesa. O edifício passou a abrigar um número considerável de obras relativas a todas as áreas de conhecimento, além de uma sala de imprensa onde se encontravam todos os jornais franceses que vinham por malote aéreo.
Em 1961, as bibliotecas do Serviço Cultural da Embaixada e da Aliança Francesa foram reunidas para constituir a Biblioteca da Maison de France. De 1964 a 1985, durante o período da ditadura militar, ela foi um espaço de liberdade, trocas e acesso livre a diversas leituras consideradas “subversivas” no país, especialmente dos pensadores franceses de esquerda. Ao lado da então Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), surgia como um lugar preservado de censura e propício ao debate de idéias. Foi, portanto, durante os anos de chumbo que a Biblioteca adquiriu seu perfil universitário e sua vocação como lugar de agitação cultural.

Renovada em 1991 com a aquisição de diversos suportes multimídia, tornou-se uma Mediateca, organizada segundo o modelo das instituições francesas do gênero.

Desde 1996, a Mediateca da Maison de France (MMF) funciona também como um Centro de Informações, propondo aos leitores, visitantes e amigos um serviço gratuito de orientação e busca de dados sobre a França contemporânea. Foi totalmente reinformatizada em 1998 e a partir de 2001, ano do seu quadragésimo aniversário, disponibilizou o acesso online ao seu catálogo.

Em 2006, a direção da Mediateca foi unificada com o Escritório do Livro, formando o Escritório do Livro e de Mediatecas da Embaixada da França no Brasil.

Durante o Ano da França no Brasil, em 2009, inaugurou-se o portal Bibliofrança, com o objetivo de ampliar os serviços de cooperação entre a Embaixada da França e as instituições brasileiras da área do livro e das bibliotecas.

Em 2013, lançamos a nova versão do portal Bibliofrança, reestruturado com layout moderno, acesso público e integrado com diversas ferramentas colaborativas (como IFVerso) e bases de dados (como Culturethèque).

Horários de abertura da BiblioMaison:
2a, 5a e 6a feiras: 11h- 18h
4a feira: 11h-19h
Um sábado a cada 15 dias, das 9h à 13h
3a feira: fechada ao público
Endereço: Av. Antonio Carlos, 58 / 11° andar - Centro
Telefone: (5521) 3974 6669
Site: http://riodejaneiro.ambafrance-br.org/
Midia social: https://www.facebook.com/consulatfrancerio
Contato para imprensa: serviço de imprensa do Consulado da França
Cadastro:Para se cadastrar ou renovar a carteirinha, só precisa levar um comprovante de residência de menos de 3 meses e um documento de identidade.
Quer consultar o acervo da Biblioteca?: confira quais títulos estao no acervo da Biblioteca aqui, milhares de títulos também estão disponiveis online atraves da plataforma Culturethèque um aceso gratuito a esta plataforma está disponivel na biblioteca

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A BiblioMaison conta com um acervo riquíssimo de 20 000 títulos em língua francesa e portuguesa, incluindo livros raros, guias de turismo e métodos para o aprendizado da língua francesa.

Cafémaison: um café com varanda

De dia, a varanda funcionará com um café sob a direção de um chef francês.

Abertura prevista em abril de 2016

Terraço Perrier-Jouët: um bar à champagne da marca francesa Perrier-Jouët

A noite, a varanda funcionará com um bar à champagne da famosa marca francesa Perrier-Jouët.

Abertura prevista em abril de 2016

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Café com varanda durante o dia, o Bar à Champagne da famosa marca francesa Perrier-Jouët ocupará o espaço a noite.

A mídia fala da Maison...

Baixe aqui todas as materias que falaram da Maison :

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O projeto arquitetónico

O projeto, assinado pela arquiteta Julia Abreu, diretora da Peckson Engenharia, em parceria com a arquiteta Ligia Tammela, transformou a antiga biblioteca do 11º andar em um amplo ambiente com 780 metros quadrados, com grandes painéis de vidro que possibilitam aos visitantes uma deslumbrante vista para a Baía de Guanabara. “O objetivo era valorizar a beleza do Rio de Janeiro e contribuir para que os amantes da cultura francesa pudessem aliar uma boa leitura ao melhor da culinária da França”, explica a arquiteta.

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A arquiteta Julia Abreu, diretora da Peckson Engenharia, transformou em um ano e meio a antiga biblioteca do 11º andar da Maison de France, num amplo ambiente de 780 metro quadrados com grandes painéis de vidro que possibilitam aos visitantes uma vista inédita para a Baía de Guanabara.

Júlia Abreu tinha um enorme desafio: criar um ambiente acolhedor, moderno e que comportasse o acervo de 20 mil títulos. Para isso, contou com a parceria de empresas de origem francesa como a Tok&Stok – referência em móveis e decoração no Brasil –, e a Fermob, que comercializa móveis para áreas externas na França. Para dar amplitude e integrar os ambientes, demoliu o antigo hall de entrada, eliminou paredes e investiu em placas de sinalização. “Isso permitiu que criássemos espaços amplos e livres de barreiras. As paredes só entraram onde era absolutamente necessário, como nas salas de estudo e de reunião”, explica a arquiteta. Os tons de cinza e preto da decoração ganharam mais personalidade com o castanho das cadeiras Charles Eams e das poltronas Egg verde-limão.

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Uma grande sala de reuniões poderá receber até 25 pessoas com vista para o Pão de Açúcar.

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Outra sala de reuniões menor poderá receber até 8 pessoas com vista na Baía de Guanabara

O salão central é ocupado por mesas de leitura e lounges com puffs e sofás, além de uma sala de estudos com capacidade para cinco pessoas e uma de reunião, que comporta até vinte pessoas. Para as crianças, o espaço infantil – com móveis da linha Bel Lobo desenvolvida para a Tok&Stok – oferece livros divididos por faixa etária. Na parte posterior, há também um ambiente multimídia, com televisões, computadores e tablets, onde se pode escutar música, assistir clássicos do cinema francês e ainda ler revistas e jornais digitais.

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Espaços confortáveis com pufs e sofás foram pensados para que os visitantes se sintam em casa.

No projeto anterior, prateleiras enormes obstruíam a vista para a Baía de Guanabara e escureciam o ambiente. Foi preciso desenvolver novas soluções para a exposição de todo o acervo, como as estantes rotatórias, criando-se um espaço sem a sisudez de uma biblioteca tradicional. “Na parte central, usamos apenas expositores baixos. As novas estantes altas foram alocadas nas laterais, não interferindo na entrada de luz natural, e contribuindo para a circulação de pessoas”, ressalta a arquiteta, acrescentando que o artista plástico brasileiro Ivonesyo Ramos e o fotógrafo francês Vincent Rosenblatt doaram obras para a midiateca.

O espaço, que antes possuía apenas um banheiro unissex, ganhou um toalete adaptado para portadores de necessidades especiais, além de WCs femininos e masculinos, com quatro e três cabines, respectivamente.

Mais historia sobre a biblioteca da Casa Europa (ex-Maison de France)

Em 1961, as bibliotecas do Serviço Cultural da Embaixada e da Aliança Francesa foram reunidas para constituir a Biblioteca da Maison de France. De 1964 a 1985, durante o período da ditadura militar, ela foi um espaço de liberdade, trocas e acesso livre a diversas leituras consideradas “subversivas” no país, especialmente dos pensadores franceses de esquerda. Ao lado da então Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Maison de France surgia como um lugar preservado da censura e propício ao debate de ideias. Foi, portanto, durante os “anos de chumbo” que a Biblioteca adquiriu seu perfil universitário e sua vocação como lugar de agitação cultural.

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A biblioteca da Maison de France nos anos 60.

publié le 25/05/2016

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