A ONG francesa Repórteres sem Fronteiras (RSF) abre no Rio de Janeiro a sua sede para a América Latina.

A ONG francesa Repórteres sem Fronteiras resolveu abrir o seu novo escritório para a América Latina no Rio de Janeiro. Perguntamos ao responsável deste polo, Emmanuel Colombié, o que os motivou a escolher o Rio.

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Emmanuel Colombié, responsável pelo escritório para a América Latina da ONG francesa Repórteres sem Fronteiras, no Rio de Janeiro.

Q : Porque os Repórteres sem Fronteiras estão se instalando no Brasil?
Os Repórteres sem Fronteiras estavam menos presentes no Brasil do que em outros países da América Latina. Inicialmente hesitamos um pouco inicialmente, mas a diretoria da organização considerou que o Brasil é o local mais adequado para desenvolvermos nossas atividades neste continente, à longo prazo. Foi assim que a sede do RSF para a América Latina foi inaugurada no Rio de Janeiro, de onde serão coordenadas nossas atividades das Américas do Sul, Central, e do Caribe, representando mais de trinta países.

Q : Quais são as principais causas defendidas pela RSF ?
A RSF defende a liberdade de imprensa no mundo inteiro, tendo correspondentes em 130 países, e protege os jornalistas no exercício de suas funções. A organização desenvolve atividades em campo, ajuda os jornalistas quando eles correm algum tipo de perigo, pleiteia junto aos governos e às organizações internacionais e até à ONU, onde estamos solicitando que seja criado um cargo de representante especial para a proteção dos jornalistas.

Q : Qual é a vantagem de ter um escritório fisicamente no Rio de Janeiro, em vez de manter o escritório para a América Latina na sede dos RSF em paris?
Desta forma seremos mais reativos, estaremos mais próximos de nossas fontes de informação e dos diferentes atores das noticias (mídias, autoridades locais...). Teremos também a possibilidade de cobrir eventos e conferencias, tornando presente nossa ação no continente e nos aproximando também de eventuais doadores. A América Latina é uma região prioritária para a nossa causa, chegou a hora de fazermos ouvir a voz da RSF por aqui.

publié le 02/02/2016

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