Novo Índice Mineiro de Vulnerabilidade Climática em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento

Instrumento inédito para avaliar impactos das mudanças do clima nos municípios de Minas Gerais é desenvolvido em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), por meio de um Termo de cooperação técnica.

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O Presidente da Feam, Diogo Franco, o diretor financeiro e credito do BDMG, Rogerio Sobreira, o Cônsul Geral da França, Brice Roquefeuil e o Diretor da Agência Francesa de Desenvolvimento no Brasil, Laurent Duriez, durante lançamento do IMVC, na sede do BDMG.

A Fundação Estadual do Meio Ambiente lança nesta quarta-feira (21/10), na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Índice Mineiro de Vulnerabilidade Climática (IMVC), instrumento inédito no país. O objetivo é prever os riscos gerados pela vulnerabilidade às mudanças climáticas nas quais os municípios mineiros estão expostos e fornecer subsídios para o planejamento de ações.

O IMVC foi desenvolvido em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), por meio de um Termo de cooperação técnica, e é uma ferramenta que permite avaliar o nível no qual os municípios de Minas Gerais são suscetíveis ou incapazes de lidar com os efeitos negativos das mudanças climáticas.

O Índice, disponível na plataforma online Clima Gerais (http://clima-gerais.meioambiente.mg.gov.br/vulnerabilidade-territorial) está sendo lançado juntamente com o edital do BDMG, que irá disponibilizar uma linha de crédito no valor de R$ 50 milhões para financiar projetos de infraestrutura municipal voltados para questões climáticas e para a universalização de serviços básicos.

Será um importante instrumento para criar políticas públicas para prevenir danos e adaptar as cidades às mudanças do clima. O IMVC foi construído a partir da adaptação da metodologia indicada pelo Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas).

O IMVC concluiu que 78% das cidades mineiras têm alta sensibilidade às mudanças climáticas e 15% dos munícipios estão em áreas de vulnerabilidade extrema. O índice detectou, também, que cerca de mais da metade das cidades mineiras têm uma capacidade relativamente baixa de se adaptar às mudanças do clima e seus efeitos. Juntas, estas cidades possuem uma população de mais de cinco milhões de pessoas.

fonte e mais informações: Agência Minas Gerais

publié le 08/12/2015

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