Os Franceses do Rio – junho de 2015 / edição especial Olímpiadas

Todo mês, apresentamos um rápido encontro com franceses que decidiram morar no Rio. Algumas perguntas, sempre as mesmas, desenham breves retratos que nos permitem conhecer um pouco mais da nossa comunidade francesa no Rio. Neste dia 23 de junho de 2015, o Dia Olímpico, apresentamos os perfis de quatro desportistas profissionais da comunidade francesa carioca.

Patricia O´Neill Layolle : "os Jogos Olímpicos no Rio são calorosos, inesquecíveis, entusiasmantes!"

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Patrícia nasceu na França e mora no Rio há 33 anos. Franco-brasileira, ela faz parte da equipe brasileira de tiro ao arco. Ela espera ser convocada para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

Cidade natal: Paris

Bairro do Rio: Jardim Botânico

Seu esporte: Tiro com arco

Porque você escolheu o Rio?
Fui convidada por um amigo para conhecer o Rio de Janeiro, e meu amigo se tornou meu marido. Nós nos casamos aqui no Rio, e ficamos por aqui mesmo.

Qual a sua maior recordação esportiva do Rio?
Como atleta, tenho varias lembranças incríveis, como a da minha primeira vitória em combate, no primeiro torneiro mundial do qual participei. Minha adversária era Polonesa, fui uma disputa acirrada. Estávamos empatadas, 5 a 5, então para a decisão uma só flecha decidiria qual das duas passaria para as oitavas de final. Eu ganhei por 1,5 cm, à 70 metros de distância! A atleta Polonesa depois se tornou minha amiga. Lembro também da minha primeira medalha num campeonato internacional, eu estava concorrendo pelo bronze contra uma atleta Turca, na mesma situação, empatadas 5 a 5, decisão em “shoot-off”, vitória por 10 centímetros, a 70 metros também. Difícil foi tirar o sorriso do meu rosto... Uma sensação maravilhosa!
E ter recebido o Prêmio Paralímpico Brasil, foi uma verdadeira noite dos Oscars para mim, um momento extraordinário. Eram três candidatos por modalidade (homens e mulheres na mesma categoria). "E o vencedor é..." abertura do envelope... E eu não tinha percebido que era o meu nome que acabava de ser anunciado... As pessoas do meu lado me ajudaram a levantar da cadeira. Fiquei em choque, eu tinha a sensação de estar voando pelo corredor que ia até o palco, com uma alegria imensa! Sai e lá com uma vontade enorme de pegar o arco e ficar acertando bem no meio do alvo, como se fosse para agradecer por ser uma arqueira.

Qual a sua ocupação profissional, seus compromissos, sua atividade principal atualmente?
Ser dona de casa e esposa é uma profissão de inúmeras facetas. Atualmente, entretanto, o esporte tem sido a minha principal atividade: fui convocada pela equipe brasileira para dois campeonatos internacionais este ano, tendo como objetivo os JO do Rio em 2016.

Para você, o que é o “Espirito Olímpico”?
O espirito olímpico é a atitude de cada um. Uma atitude de respeito pelos adversários, pelas regras e pelas convenções. O espirito olímpico para um atleta é também sinônimo de força de vontade, de esforço, de desejo de vencer, de um compromisso com a igualdade, de um código de conduta e de solidariedade. E com esse espirito vêm a alegria e a amizade, no mundo inteiro.

O seu lugar predileto para a prática de esportes no Rio?
Cada esporte tem o seu lugar, para a equitação é a Sociedade Hípica Brasileira, para o remo é a Lagoa... Para o meu esporte, eu queria que os treinos fossem no Jockey Club (na Lagoa), mas estou treinando há três meses no Fundão e o lugar é maravilhoso, bem espaçoso, ao ar livre e com uma vista incrível.

Os Jogos olímpicos do Rio em três palavras:
Calorosos, inesquecíveis, entusiasmantes.

Magali Garnier: "os jogos olímpicos no Rio simbolizam o desafio, a oportunidade e a união!"

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fotografia: Sofia Suplicy

Magali Garnier tem 29 anos, nasceu em Saint-Pierre (Ilha da Reunião) e mora no Rio há um ano e meio.

Cidade natal: Saint-Pierre (Ilha da Reunião)

Bairro do Rio: Barra

Seus esportes prediletos: tênis de praia, pilates, treinos físicos específicos na areia e na academia, ciclismo

Por que você escolheu o Rio?
Porque aqui encontrei uma estrutura séria e profissional para os meus treinos, condições de treinamento estáveis durante o ano todo, um estilo de vida que combina com os hábitos que eu tinha na Ilha da Reunião: praia, montanha, cultura, gastronomia, mentes abertas...
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Qual a sua melhor lembrança esportiva do Rio?
Acredito que seja o meu dia-a-dia, os treinos técnicos e os treinos físicos com a minha equipe, que me permitem ter a confiança necessária para participar dos meus torneios de Tênis de Praia no mundo inteiro.

Qual a sua ocupação profissional, seus compromissos, sua atividade principal atualmente?
Eu trabalho como profissional independente, sou diretora de vídeos e montadora, com especialização em produção de vídeos submarinos - classe 2B, mas há dois anos eu me dedico à divulgação do tênis de praia, com parceiros como a FFT (Federação Francesa de Tênis) , a ITF (International Tennis Federation) e outras associações. Também acabo de criar o primeiro site Internet em inglês sobre a prática do Tênis de Praia, com conteúdo exclusivo sobre os principais torneios do circuito, com informações, fotos, vídeos, partidas e conselhos.

Para você, o que é o “Espirito Olímpico”?
Patriotismo, Humildade, Compartilhar e Competir.

Qual o seu lugar predileto para a prática de esportes no Rio?
Ipanema, para o Tênis de Praia.

Os Jogos Olímpicos no Rio em três palavras:
Desafio, Oportunidade, união.

Magali Garnier: "Os Jogos Olímpicos do Rio significam desafio, oportunidade e união!"

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crédito da foto: Sofia Suplicy

Magali Garnier tem 29 anos, nasceu em Saint-Pierre (Ilha da Reunião) e mora no Rio há um ano e meio.

Cidade natal: Saint-Pierre (Ilha da Reunião)

Bairro do Rio: Barra

Seus esportes prediletos: tênis de praia, pilates, treinos físicos específicos na areia e na academia, ciclismo.

Por que você escolheu o Rio?
Porque aqui temos uma estrutura séria e profissional para os treinos, condições de treinamento estáveis durante o ano todo, um estilo de vida que combina com os hábitos que eu tinha na Ilha da Reunião: praia, montanha, cultura, gastronomia, mentes abertas...

Qual a sua melhor lembrança esportiva do Rio?
Uma lembrança esportiva do Rio? Acho que é o meu dia-a-dia! Os meus treinos técnicos e físicos com a equipe, o que me permite ter a confiança necessária para participar dos torneios de Tênis de Praia no mundo inteiro.

Qual a sua ocupação profissional, seus compromissos, sua atividade principal atualmente?
Eu trabalho como profissional independente, sou diretora de vídeos e montadora, com especialização em produção de vídeos submarinos - classe 2B, mas há dois anos eu me dedico à divulgação do tênis de praia, com parceiros como a FFT (Federação Francesa de Tênis), a ITF (International Tennis Federation) e outras associações. Também acabo de criar o primeiro site Internet em inglês sobre a prática do Tênis de Praia, com conteúdo exclusivo sobre os principais torneios do circuito, com informações, fotos, vídeos, partidas e conselhos.

Para você, o que é o “Espirito Olímpico”?
Para mim, o Espirito Olímpico significa ter patriotismo e humildade, saber compartilhar e competir.

Qual o seu lugar predileto para praticar esportes no Rio?
Ipanema, para o Tênis de Praia.

Os Jogos Olímpicos do Rio em três palavras:
Desafio, Oportunidade, União.

Nicolas Folliet: "Os Jogos Olímpicos do Rio para mim são mais rápidos, com mais calor e mais esforço!"

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Crédito da foto: Oscar Hembert

Nicolas tem 45 anos e mora no Rio há 22 anos. Nascido em Aix-en-Provence na França, Nicolas é o treinador do time masculino de Futebol Americano do Clube Guanabara.

Cidade Natal: Aix-en-Provence

Bairro do Rio: Copacabana

Seus esportes: Futebol Americano, Escalada

Por que você escolheu o Rio?
Em 1993, quando terminei a faculdade, vim para o Rio com um contrato de Voluntario Internacional numa Empresa... Um amigo do meu pai começou a carreira aqui, nos anos 70, e depois ele morou em quase todos os países do mundo. Quando se aposentou, ele disse que se soubesse como seria tudo, ele teria ficado no Rio... Então pronto, resolvi ficar por aqui de uma vez!

Qual a sua melhor lembrança esportiva do Rio?
Minhas melhores recordações são das intermináveis viagens de ônibus, para ir jogar Rugby (futebol americano) em Florianópolis ou em Varginha no fim de semana (20 horas de ida e 20 horas de volta, só para um jogo…). Nossa vitória contra a equipe do São José, o melhor clube brasileiro, jogando na casa deles, é também uma das minhas melhores lembranças!

Qual a sua ocupação profissional, seus compromissos, sua atividade principal atualmente?
Profissionalmente, sou o fundador e diretor da empresa Inwave Technologies, que desenvolve, produz e exporta sistemas eletrônicos de segurança. Também estou envolvido faz tempo num projeto de incentivo ao Rugby no Rio. Atualmente estou trabalhando com o Clube Guanabara, com a Federação Fluminense, e tenho também projetos para jovens, desenvolvidos por nosso clube e patrocinados pela EDF (Electricité de France).

Para você, o que é o “Espirito Olímpico”?
Para mim, o Espirito Olímpico é ter o prazer de fazer com que o meu esporte seja conhecido, é poder reunir através dos valores do esporte, pessoas que nunca teriam se encontrado, se não fosse isso...

Qual o seu lugar predileto para praticar esportes no Rio?
O Pão de Açúcar: adoro escalar o costão bem depressa e depois descer pelo bondinho com os turistas, sem pagar…

Os Jogos Olímpicos do Rio em três palavras:
Mais rápido, com mais calor, e mais esforço.

Eve Spelta: "Os Jogos Olímpicos do Rio para mim são um sinônimo de alegria, loucura e surpresa!"

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Eve tem 34 anos, ela veio de La Ciotat (sul da França) e mora no Rio há 2 anos. Ela abriu uma escola de futvolei faz pouco tempo, na Barra da Tijuca, com uma amiga brasileira.

Cidade natal: La Ciotat

Bairro do Rio: Barra da Tijuca

Seu esporte: futvolei

Por que você escolheu o Rio?
Eu saí da França para conhecer novos lugares e descobrir outras culturas.
Quando cheguei ao Rio, fui logo seduzida por essa mistura de cidade grande que não para nunca, com essa natureza exuberante. Gosto muito desse ritmo de vida diferente e desse clima, tão agradável.

Qual a sua melhor lembrança esportiva do Rio?
Difícil de escolher uma só lembrança esportiva no Rio... A Copa do Mundo foi obviamente um momento magnifico e inesquecível, cheio de adrenalina, de loucura e de encontros com pessoas do mundo inteiro. Mas para mim, a verdadeira imagem do esporte no Rio é de ver toda manhã aquela senhorinha de setenta anos correndo na beira da praia, com uma energia incrível que ela tira não sei de onde... É ficar olhando aquele homem sem nome, mas com um rosto tão familiar, que corre durante 4 horas por dia na areia. É entrar no campo de futvolei, olhar para o lado e saber que o meu companheiro de jogo operou o coração, mas vai jogar até não poder mais. E finalmente, é ver esses jovens que treinam e jogam com tudo, para alcançar um objetivo. São os treinadores que gritam até perder a voz, para incentivar os alunos.

Adoro esse amor que os Brasileiros têm pelo esporte, adoro a capacidade de irem além de si mesmos, não importando a idade, o nível, o tipo de esporte. Adoro essa energia, essa coisa de dizer “tudo é possível, vamos lá!!!!”.

Qual a sua ocupação profissional, seus compromissos, sua atividade principal atualmente?
Minha profissão é cabelereira e maquiadora. Atendo a domicilio e no salão, de modo que posso organizar a minha agenda para cuidar da escola de Futvolei que abri há pouco tempo, com uma amiga Brasileira.

Para você, o que é o “Espirito Olímpico”?
O Espirito Olímpico? “Mais depressa, com mais fora, mais alto”! Para mim, é uma maneira de juntar as pessoas, com um só objetivo, de ultrapassar os próprios limites, quase não importa quem ganha e quem perde.

Qual o seu lugar predileto para praticar esportes no Rio?
Para mim, o melhor lugar para praticar esportes é onde todos tem acesso, independente da classe social, da cor da pele e dos outros critérios. O que eu mais gosto no futvolei, é que podemos conseguir usar o campo, na base do merecimento! Não precisamos pagar um aluguel, tem chuteiras de marca, precisamos ter apenas determinação e força de vontade.

Os Jogos Olímpicos do Rio em três palavras:
Alegria, loucura e surpresa.

publié le 07/07/2015

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